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26 maio 2013

O bloqueio.

A mão de um homem repousa o cigarro no cinzeiro.
Ouve-se sons de carros, e chiados de TV. 
É noite, e uma mulher corre sozinha pela floresta. Surge uma luz que nos cega os olhos.
Da luz branca que toma toda a nossa visão, somos levados a uma sala de reuniões de agentes do FBI. Quando vemos seus rostos, eles tiram as máscaras que parecem ser suas faces e revelam-se alienígenas.
Há um quarto com uma mulher morta, o sangue jorrou por todos os lados. Mas a parede já era vermelha.
Uma mulher pinta suas unhas de vermelho, em sua sala, deixando-as borrar por causa do telefone que toca. Ela não atende, só de raiva.
Atende um homem, um telefone no orelhão. Um apresentador de TV famoso lhe manda contar suas moedas: duas.
Duas moedas são jogadas em um chafariz, como promessa. Caem duas caras viradas para cima, dois homens se beijam.
Outro homem beija sua filha ao deixá-la no colégio e cinco minutos depois, seu carro é acertado por um caminhão.
O sinal fica vermelho.
Há uma página da internet não encontrada.
Há a imagem da televisão não sintonizada. 
Os carros buzinam.
Há uma cama desarrumada
Uma caixa de pizza pela metade no chão.
Não se escuta barulho nenhum, a não ser o das moscas.
Há um homem na cadeira sem sapatos.
Sua mão retira o cigarro do cinzeiro levando-o à boca.
Em sua frente,
a tela branca engole o escritor.




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