Ele espera, ele esperava, ele esperou, ele esperara, ele esperaria, ele esperará, que ele espere, se ele esperasse, quando ele esperar...Não importa a conjugação, é sempre o tempo que determina o estado. A Espera é uma filha ranzinza do Tempo - ela só existe com seu pai e de nada é sem ele. No entanto, esperar não significa o vazio: é ter e não-ter, ter não-tendo, não ter-tendo - e você só compreende se vive. E o Tempo, que não escapa à vida, espera.
Num dia de muito sol: o nascimento. E eis que a Esperança, ainda tão criança, fez sua irmã birrenta sorrir - e passaram a andar sempre juntas. E seu pai, tão velho e ainda tão infantil, pôde brincar e, mais do que ensinar, aprendeu. Porém tudo ainda era tão cheio de espera.... Só que - aprendi com o tempo - não há sofrimento que não tenha fim. E o Tempo espera, espera, espera, espera...e um dia, era.
Quando menos suspeitava, aconteceu o reencontro: era a Experiência, a filha mais velha, que voltava para casa. E eu me pergunto agora, se não seremos todos filhos do mesmo pai.
Nenhum comentário:
Postar um comentário